30/10/2017

Quem defende os DEFENSORES? - Lucas Daniel


       A parceria Marvel television/Netflix atinge seu clímax com a minissérie Os Defensores. Desde 2015 essa parceria vem dando frutos com as séries individuais do Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de ferro (nessa respectiva ordem). Hoje, falaremos sobre a fusão do time dos Heróis mais urbanos!



   O plano era aprofundar esses personagens e suas tramas, estabelecer conexões entre os heróis por meio de referências e personagens e a partir disso os unir. A Netflix conseguiu entregar trabalhos excelentes como as duas temporadas de Demolidor e a primeira de Jessica Jones; Um bom trabalho em Luke Cage com algumas poucas ressalvas e o trágico Punho de ferro (onde as coreografias e roteiro eram pobres de criatividade e literalmente de investimentos).  A série acontece alguns meses após os eventos da segunda temporada de Demolidor; os super-heróis formam uma equipe na cidade de Nova York para destruir a organização conhecida como tentáculo que se estabeleceu na cidade e é liderada pela enigmática Alexandra (Sigourney Weaver), grande vilã da série.



      Com oito episódios, a minissérie não tempo para enrolações e coisas do tipo. No primeiro episódio, cada personagem segue sua história: a cor é usada em cada parte da narrativa para identificar e delimitar um personagem do outro. O seriado usa os três primeiros episódios para conectar as narrativas de cada personagem e essa espera é presenteada com o bom terceiro episódio. Esse tem a famigerada cena do corredor (que já é marca deste universo) acontecendo em grupo, é muito divertida e possui uma coreografia boa. A velocidade com que a trama vai andando e se resolve deixa a experiência de assistir a série legal e divertida, em uma sentada nós podemos terminá-la.


     O desenvolvimento de trama pode para alguns ter a impressão de mesmice no que se refere à novidade (eventos), ou seja, qualidade de construção de arcos e progressão narrativa; para outros ele vai declinando ao passo em que a minissérie vai acabando. Tive essas duas impressões ao analisar a série mais objetivamente, mas a segunda perspectiva é a que a série apresenta. Mesmo que com lentidão para aproximar os personagens o programa televisivo inicia com solidez e cuidado com a individualidade de cada personagem e como cada encontraria o outro. Esse cuidado no roteiro também acontece no contato dos heróis com o grupo rival, o tentáculo. Todavia, a qualidade do roteiro vai acabando na proporção em que os episódios vão vindo: o já estabelecido propósito do tentáculo não fica claro mais a frente da trama, justamente porque o roteiro e a qualidade não andam juntos. Outro ponto em que podemos observar tais erros é o arco inexistente da vilã Alexandra. Ela não é aprofundada, mesmo que informações tão interessantes como ela ser muito antiga e conhecer várias e várias culturas de tempos diferentes tenham sido jogadas na narrativa.


    Os melhores momentos da série acontecem por conta da interação dos personagens: o ponto alto é a química. A dinâmica da aproximação narrativa desses personagens acontece por meio de duplas. As histórias dos personagens se cruzam e se estabelece uma relação de duplas que fazem referências aos quadrinhos. Punho de ferro e Luke Cage “os heróis de aluguel” possuem uma química interessante e que pode ser bem explorada em suas respectivas séries pelos roteiristas. Por outro lado, temos Jessica Jones e Demolidor conectados pela delegacia (ele como seu advogado) e se encontram com a Misty Knight: o roteiro tem seu tempo para fermentar, mas logo após nos entrega interações que acontecem por motivos legítimos e com bons diálogos.


“A história que temos com esses personagens e universo é outra base para melhor apreciação da minissérie.”


    A madame Gao é um personagem que começa a minissérie ofuscada pelo poder da líder do tentáculo, mas que depois mostra suas capacidades como vilã. A conexão que temos com os personagens desse universo é o que faz assistir a Os Defensores com outros olhos, como clímax das histórias que temos acompanhados. O realismo, soturno e a violência são características do universo Marvel/Netflix e aqui isso não é exceção. O bom casting e atuações sustentam essa série, mesmo que personagens como o punho de ferro não tenham conseguido a qualidade das séries irmãs. 




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