26/04/2017

NS INDICA FILMES: Violência Gratuita - João F.


Fala, meu povo! Muitos gostaram da minha indicação de O albergue, uma produção que satisfaz os fãs de filmes com muito gore. O caso de “Violência Gratuita” (Funny Games, no original) é bem diferente do que foi apresentado filme de Eli Roth. Aqui vai uma indicação para quem curte aquele filme que mexe com o psicológico da gente da pior maneira possível. 




Produção austríaca lançada em 1997 e dirigida por Michael Haneke, Violência Gratuita foi o filme que alavancou a carreira de seu diretor e revelou a forma como ele aborda temas pesados em suas produções. Bem, a principio, Funny Games parece ser o típico filme estilo home invasion (invasão de residência), onde uma família que está de férias em sua casa de veraneio recebe a visita de dois adolescentes que usam a desculpa de que foram a mando dos vizinhos pegar alguns ingredientes emprestados. Porém, isso não passa de um pretexto para que os jovens os mantenham reféns, utilizando-os para satisfazer sua psicopatia através de jogos, onde muita tortura física e psicológica está no manual.  Ah, e uma ou outra quebra de 4ª parede, também! 


O que diferencia Violência gratuita dos outros filmes home invasion é o motivo para tamanha barbaridade que é exibida no filme. O título nacional deixa claro que não existe uma explicação lógica ou motivo que justifique os atos violentos praticados pelos jovens, que não passam de psicopatas em início de carreira. As cenas mais intensas não são mostradas pelas câmeras, que desviam o foco para outro ponto, onde podemos deduzir o que aconteceu por meio da performance do elenco (excelentes adições, diga-se de passagem) ou de sons. O que torna o filme perturbador é o talento que os atores tem ao se entregar totalmente ao contexto que seus personagens vivem – um circo de horrores onde só há espaço para a psicopatia. 


O filme ganhou um remake em 2007 que eu também recomendo, pois este não é uma refilmagem qualquer. Enquanto a versão original foi filmada na Áustria, o remake é uma versão norte-americana estrelada por Naomi Watts e Tim Roth, também dirigida por Michael Haneke. Aqui, o diretor mostra que ama o seu trabalho, gravando tudo EXATAMENTE igual à produção de 1997, mantendo os mesmos diálogos, enquadramentos de câmera e, obviamente, o mesmo desfecho. Obviamente, o elenco é diferente nesta nova produção, mas eles atuam tão bem quanto os da versão original, mostrando ter a performance necessária para carregar uma história bem tensa. A sensação de assistir às duas produções é a mesma, já que ambos trazem uma crítica ainda mais profunda aos filmes hollywoodianos. 
Esta crítica está principalmente na violência, que como já expliquei, não é explícita, mas o contexto deixa claro o que está por vir. Haneke produziu um “filme pra boi acordar”, onde ele quer mostrar que não há necessidade em exibir tantas cenas repletas de gore para perturbar e chocar o espectador, já que Violência Gratuita é bem mais perturbador do que muito filme sangrento e sem conteúdo por aí.  Resumindo, se você espera ver um banho de sangue durante todo o filme, sugiro que se desapegue um pouco. Uma coisa eu garanto: As cenas são bem tensas, especialmente por serem bem realistas. 



Ah, esqueci outra coisa: classificação indicativa 18 anos. Isso mesmo, o conteúdo psicológico é tão pesado que leva a produção a receber tal classificação, e não deve ser questionada em momento algum. É uma boa dica para quem está cansado de produções que precisam conter toneladas de sangue para agradar aos fãs de terror. Realmente, uma história pra boi acordar. 

https://goo.gl/9C2nXP

Todas as imagens deste post foram retiradas do filme Violência Gratuita (Funny Games, no original)

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