08/03/2017

MACBETH; Uma história sobre poder, obsessão e traição. - Joe!


   Hey pessoas, beleza? Aqui é o Joe e hoje eu trago uma indicação muito interessante aqui para o nosso NS INDICA FILMES. Um filme que retrata até onde a ganância e a inveja podem levar um homem - Aliás, um rei. Um filme sobre amor e poder, envolto num cenário totalmente medieval, do jeito que o nerd gosta! Então prepare a sua pipoca, aconchegue-se em sua poltrona e prepare-se para viajar para uma das obras mais famosas do escritor Shakespeare, Macbeth. Confiram! 


    Macbeth é um filme dirigido por Justin Kurzel (Snowtown), adaptado da tragédia de William Shakespeare de mesmo nome lançada há muito tempo, por volta de 1600. A sua fotografia foi dignamente dirigida por Adam Arkapaw ( mesmo cinegrafista do premiado Snowtown) e sua música foi produzida por Jed Kurzel. É uma das obras Shakespearianas mais lembradas pela cultura mundial, tendo ela sido transcrita para livros, revistas em quadrinhos, séries de TV e até mesmo cordéis, e na verdade, já teve mais de 13 filmes!


  O filme conta a história de um herói de guerra chamado Macbeth (Michael Fassbender), que durante uma batalha épica resultante da Guerra Civil, é visitado por uma visão que se confunde entre o real e o místico; São 3 bruxas, acompanhadas de uma criança e um bebê. Macbeth as percebe e as encara, mas continua o combate, até finalmente vencer os exércitos inimigos. Só então as bruxas vão ao encontro de Macbeth e de seu amigo, Banquo, dizendo-lhes que Macbeth será rei, e que os filhos de Banquo serão herdeiros ao trono.


  Aquilo tudo parece muito satisfatório aos dois amigos, mas mal sabiam eles que aquilo que parecia ser o seu ápice, o seu momento de glória, seria na verdade o motivo de sua ruína. Macbeth é uma história sobre poder, obsessão e traição, que ilustra perfeitamente até que ponto pode chegar o egoísmo e ambição de um homem.
  Contamos com a atuação de Michael Fassbender (Macbeth), Marion Cotillard (Lady Macbeth), Paddy Considine (Banquo) e Sean Harris (Macduff), intérpretes que ilustram o filme do começo ao fim com expressões marcadas e muita linguagem corporal que fazem com que toda a trama seja ainda mais imersiva e amarrada. Fassbender brilhou no papel, sendo muito bem recepcionado pela crítica especializada, como por exemplo o jornal americano The Telegraph, que afirma que ele nasceu para esse papel.


  Logo nos primeiros minutos do filme, somos introduzidos à sua linguagem fria e densa, quando o filho de Macbeth está sendo incinerado em seu funeral. As cores do filme se apresentam junto ao cenário de forma gélida e melancólica, com cores e tons azulados que se misturam com a coloração alaranjada do fogo e da brasa que queimam o corpo do pequeno garoto. Tudo isso junto com a bela trilha sonora também triste de violoncelos e violinos.


  As cenas de batalha apresentam uma fotografia ainda mais imersiva, quando Adam Arkapaw utiliza efeitos especiais em slowmotion misturados à efeitos práticos muito bem apresentados para tornar tudo aquilo mais real e tangível. Tudo isso enquanto a obra se desenvolve em duas linhas do tempo; A vida real, na qual Macbeth e todos os seus companheiros habitam, e a realidade mística, onde Macbeth encontra-se com as bruxas, onde o tempo parece distorcido e inalterado, como se tudo congelasse e ninguém o pudesse ver. Toda essa construção só impele o filme a ter a sua assinatura autoral, que faz com que o filme seja único.




 - Considerações finais: 

 As conversações e diálogos travadas entre os personagens são extremamente fiéis a peça de Macbeth, original de Shakespeare, e ostenta uma fala pesada e poética na própria linguagem do filme, que mistura elementos teatrais a elementos cinematográficos, evidenciados pelo elenco, que hora é mais “palco”, hora é mais “telonas”.
 Em suma, é de fato um filme brilhante, digno de ser trazido às luzes. Apesar de ter sido bastante criticado pela captação da voz, a qual o público julgou ‘irreconhecível e problemática’, isso não diminui o filme em nada, e talvez, se utilizarmos olhares mais positivos, quem sabe isso não tenha ressaltado a bela atuação corporal dos atores e atrizes, fundindo assim a poesia das falas, a fotografia e a trilha sonora num estado único de naturalidade. Juntos, Fassbender e Sean Harris concluíram o filme de forma grandiosa e cravaram o nome dessa adaptação na história do cinema; Uma das melhores adaptações Shakesperianas para o cinema.  O NerdSpeaking Indica!

 

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