14/10/2016

Primeiras impressões: Luke Cage! - Lucas Daniel


  Hey pessoas! Hoje o NerdSpeaking vem com uma ponta especial do nosso querido amigo Lucas Daniel, que traz as suas primeiras impressões da série Luke Cage para nós! Será que vale a pena? Será realmente boa? Confira agora, no NerdSpeaking!


Para um melhor aproveitamento do post, CLIQUE AQUI e ouça a nossa indicação musical!



  A 1 temporada de Luke Cage estreou no dia 25 de setembro na Netflix com realismo, problemas urbanos e a essência do Harlem como bairro negro. Luke Cage enfrenta problemáticas relacionadas à criminalidade e a atividade criminosa urbana.

  Depois que um experimento sabotado ter deixado Luke Cage com uma super-força e pele indestrutível, ele se torna um fugitivo que tenta reconstruir a vida no Harlem, bairro de Nova York. Mas logo ele é forçado a sair das sombras e lutar pela sua cidade, bem como confrontar o passado do qual tentou fugir e assumir, ou não, a identidade de herói.
  A musicalidade é um ponto forte do programa, o Harlem’s Paradise é palco de números musicais sensacionais que embalam a trama e demonstram a essência musical que o Harlem possui. As músicas são bem escolhidas e tem um tempo bom de entrada, para muitos está é a maior qualidade de Luke Cage, e não deixa de ser verdade.

  No início da trama somos recepcionados por um Harlem pacífico, calmo e trabalhador. A barbearia do Pop compreende estas características e no bairro funciona como retiro em meio a violência das ruas, essa pequena parte do bairro está a salvo da violência... Ou pelo menos parece estar. Ainda sobre a barbearia, a moralidade dos jovens que trabalham para o Pop é polida, ao menos no local de trabalho, seguindo regras, em especial ao do “Se falar palavrão, pague” nos proporcionando cenas divertidas e demonstrando o comprometimento do personagem para com os jovens homens e seus possíveis futuros.
  O pote do palavrão e o jargão Sweet Christmas são referências/citações do contexto da criação de Luke Cage nos quadrinhos, onde não se podia falar palavrões e ter algum tipo de fala religiosa como o comum Sweet Jesus que foi adaptado. A série referencia e brinca com esses acontecidos de maneira divertida, e isso não acontece somente por acontecer, como referência frouxa, mas adiciona muito à trama.
  A Netflix adiciona mais um personagem que mesmo com muitas características em comum com os outros (Daredevil e Jessica Jones) se difere e muito. O clima soturno, obscuro e sério já visto nas outras séries de heróis da Netflix é praticamente o mesmo, só que a dramaticidade é mais acentuada. As relações entre os personagens e a humanização destes é um das principais preocupações do programa. Por isso muitos não gostaram da experiência de maratonar Luke Cage, e recomendam que não o façam (eu mesmo, por exemplo, não recomendo). O desenvolvimento da trama é devagar em alguns momentos e há muitas informações para serem digeridas, por isso, para um melhor aproveitamento da série, é bom assistir aos poucos.


  As cenas de ação dão a ideia de passividade e pouca ação ativa de Luke. Como o personagem possui a pele, aparentemente, impenetrável é claro que na maioria das vezes ele esteja somente recebendo as ações, a luta no bar do final do episódio um demonstra isso. Sem muitas coreografias como o Demolidor, a ação na série é uma consequência inevitável e é um recurso recorrente, mas nem sempre utilizado. E isso, é um ponto que difere a série do herói de aluguel das demais, é a série de um “não-herói heróico”, que flerta com a possibilidade de se alugar recorrentemente.

   

  Um dos pontos altos da série são os seus personagens, suas apresentações e desenvolvimentos. Mesmo que personagens como Pop, Mama Mabel e outros não existam nas histórias em quadrinhos, são de grande importância para a história e sua condução. Os antagonistas são bem escritos, verossimilhantes e suas motivações são bem plausíveis.  Os roteiristas têm essas preocupações e um em especial a de humanizar os personagens e atenuar a linha entre o bom e mau. Isso fica claro nos embates ideológicos de Luke versus Mariah, Luke versus Cottonmouth (Mahershala Ali). Esse último, é carismático e atrai muito a atenção do público com suas risadas sarcásticas,carisma e traquejo. Mahershala Ali entrega um personagem com muitas camadas dramáticas, complexo e bem desenvolvido no quesito atuação. Há Química entre os personagens e as mais variadas cenas são fluidas e naturais. O empoderamento feminino, por outro lado, fica por conta da detetive Misty knight (Simone Missick) e Mariah Dillard (Alfre Woodard), policial destemida, vereadora corrupta e implacável respectivamente.
E a passagem de Sônia Braga, mesmo que rápida, é muito boa e merece estar no mérito do empoderamento com sua personagem mãe de Rosário Dawson.





O problema de adaptar o herói de aluguel nos dias atuais (sua essência da criação)

 Luke Cage foi criado em meados da década de 70 expirado pelo blacksploitation (movimento cinematográfico) e pela procura dos direitos civis dos afro-americanos. O personagem era nesta época, caricato, malandro assim como os personagens dos filmes deste movimento.
  O criador da série Cheo Hodari Coker opta por fazer um Luke sério e tocar no momento atual da relação entre a polícia e a população negra americana. Uma relação delicada, violenta e muitas vezes até opressiva (da parte policial) seria necessária ser abordada e criticada, a série assim faz.




Mas e você, o que achou da série? Curtiu? Não curtiu? Acha que faltou alguma coisa?
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