08/06/2016

NS INDICA SÉRIES: American Horror Story - João F.


  Fala, meu povo! Hoje, estamos com uma série que foi o tema principal de um artigo do NerdSpeaking referente à evolução do terror. Em 2011, estreava American Horror Story, um seriado que em sua primeira temporada já mostrou ter domínio do gênero, sem ter medo de apostar em inovações, mas respeitando a essência do horror, mesmo após cinco temporadas (A sexta já está à caminho).


   O seriado foi criado por Ryan Murphy e Brad Falchuk (também responsáveis por Glee e, mais recentemente, Scream Queens), e sua principal característica é ser uma série com temporadas independentes, possuindo uma nova história e personagens diferentes a cada ano. Tudo tem seu próprio “começo, meio e fim”. É também marcada por desenvolver um ambiente de muito terror, com um toque pesado de drama. Eu, particularmente, acho bem fácil se emocionar com os personagens, especialmente aqueles cujas vidas foram marcadas por sofrimento, e a série sabe muito bem onde encaixá-los no enredo.



   A série, em sua primeira temporada, apresentou uma história até então simples: Nos dias atuais, a família Harmon se muda para uma nova cidade em busca de superar um trauma recente. Não demora para perceberem que sua nova casa e a vizinhança dali guardam grandes segredos, envolvendo espíritos, assassinatos, sofrimento e rejeição. Soou clichê? Vai retirar o que disse logo após assistir os primeiros episódios desta temporada. American Horror Story: Murder House é o título desta temporada, apresentando uma nova fórmula para o terror.



  Em seu segundo ano, como previsto, apresenta uma história totalmente distinta da temporada anterior. Trata-se de uma época diferente e, portanto, um contexto diferente. American Horror Story: Asylum se passa em Briarcliff, uma instituição mental para criminosos insanos, comandando por duas freiras severas e um reverendo. Possessões demoníacas, assassinatos em série, psicopatas, torturas e até mesmo extraterrestres marcam definitivamente Asylum. Sem querer exagerar, mas considero esta a minha temporada favorita de todas.



  Um covil de bruxas residentes em Nova Orleans que são herdeiras das queimadas em Salém é o foco principal da terceira temporada, que volta aos dias atuais. Uma garota acaba de descobrir da pior forma possível (seu namorado acaba morrendo durante uma relação sexual) que é uma bruxa, e se muda para uma instituição onde garotas de sua idade são da mesma espécie, possuindo manifestações de bruxaria diferentes. Vodu, traições, crueldade e até mesmo uma grande caçada completam o ciclo de Coven, cujo enredo também está relacionado com a escravidão nos Estados Unidos.




  A quarta temporada, Freak Show, talvez seja a mais chocante de todas. Um “show de horrores”, cujos membros são considerados como aberrações pela sociedade, em plenos anos 50 – época em que os circos estavam em decadência. Temos aqui os personagens mais famosos: a mulher barbada, “mãos de lagosta”, gêmeas siamesas, e até mesmo a menor mulher do mundo. E por aí vai. Vale ressaltar que tem muito mais nesse ano, de um jovem adulto com “síndrome de Norman Bates” a um palhaço assassino que caminha pela cidade deixando um grande rastro de sangue e agonia. Preconceito, obsessão, vingança, sofrimento e lealdade marcam o quarto ano de American Horror Story, que tem como uma das inspirações o clássico filme de terror Freaks.



   Um hotel mal-assombrado é o tema central da quinta temporada, que mostra tanto a vida dos “hospedes eternos” dali, bem como investigações de um detetive sobre assassinatos que ocorreram ali. A ultima temporada até então, conta até mesmo com Lady Gaga no elenco. Loucura, paixão, devoções e serial killers marcam American Horror Story: Hotel.



   O que dizer sobre as cinco temporadas? Todas são excepcionais. Não se trata apenas de “causar medo”, tendo em vista que esta não é a finalidade da série. Particularmente, acho mais fácil sentir pena do que medo. Quando analisadas, cada temporada expressa um tema diferente. Tomo como exemplo Freak Show, que aborda a discriminação, mostrando a tentativa de um grupo de “aberrações” se inserirem em uma sociedade até então preconceituosa.






  Além da filosofia da série, as atuações obviamente ajudam muito. Grande parte do elenco retorna em todas as temporadas, com todos mostrando uma brilhante atuação. Contudo, dou maior destaque para um nome: Jessica Lange. Você a deve conhecer como a “mocinha” do remake do King Kong (o da década de 70, não o de 2005), mas ela tem um currículo de peso nos cinemas e até mesmo nos palcos da Broadway. Foi neste último local que Ryan Murphy percebeu o talento da atriz e a convidou para participar de seu projeto. Lange protagoniza quatro temporadas, não retornando para a quinta, pois ela declarou que Freak Show foi seu último trabalho. Realmente uma pena, mas você pode aproveitar as quatro temporadas para se apaixonar pelas personagens dela. Uma vizinha misteriosa, uma freira severa com um passado obscuro, uma bruxa com sede de poder ou uma dona de um show de horrores; não importa. Jessica Lange brilha em todos os papeis, e American Horror Story marca mais um ponto alto em sua carreira.

  Portanto, declaro que a série é uma das minhas favoritas, não só por que sou apaixonado por terror e suspense, mas principalmente por conta do contexto em que cada temporada é abordada, fazendo reflexão a temas atuais que a nossa sociedade passa. Isso tudo adicionado a um elenco que possui o dom de cativar o telespectador. O NerdSpeaking recomenda!




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