30/05/2016

The Flash (2ª Temporada) – Review


  Fala, meu povo! Bem, uma das séries mais assistidas da atualidade acaba de encerrar sua segunda temporada. Em seu Ano Dois, The Flash mostrou um contexto que pode agradar os fãs, mas que não pôde evitar escorregões na pista de corrida.

  Em 2014, o cientista forense que fazia participações em Arrow ganhou sua própria série, após se tornar o velocista que dá o título da série. Com isso, foi dada a largada, e surgiu um universo televisivo compartilhado com dois dos mais famosos heróis da DC. A ideia foi recebida muito bem, e tudo foi se expandindo, até chegar ao famoso “multiverso”, cujo conceito foi apresentado nesta temporada. Digo de passagem, que essa nova fase é bem aproveitada na nova temporada. Onde está o problema? O ambiente poderia ter sido desenvolvido com maior cautela e coerência, em relação aos eventos mostrados.


  A 1ª temporada foi um estrondoso sucesso, e isso se deve exatamente por saber lidar com incontáveis acontecimentos em um dado tempo. É algo que o Ano Dois parece se preocupar menos. Tudo está acontecendo, é o momento em que o herói chega à etapa mais difícil de sua jornada, sendo desafiado pelo maligno Zoom (Teddy Sears). Aliás, o grande vilão rouba a cena, sendo uma das grandes surpresas dessa fase. Tudo seria perfeito, se ao menos o roteiro fosse mais cauteloso com a duração de determinado arco.


  Em certo ponto da série, somos apresentados à Terra-2, um mundo alternativo, onde coisas inesperadas acontecem, bem como novos meta-humanos sendo mandados por Zoom para matar o Flash. Foram mandados um por um, misturando-se aos atingidos pelo acelerador de partículas da temporada anterior. Já nos últimos episódios, é revelado que o vilão reuniu um grande exército para destruir Central City (da Terra-1: Onde a história principal se passa). A “galera do mal” nem tem a chance de ser grande obstáculo para o herói, tendo em vista que são facilmente “vencidos”. É apenas um exemplo de pequenos momentos que a temporada não soube aproveitar de forma adequada.

  Outro ponto que poderia ter sido mais aproveitado seria a presença de Patty Pivot (Shantel VanSanten). A personagem realmente tinha uma química com Barry Allen (Grant Gustin), e pode-se dizer que ela realmente marcou a vida do cientista. Após sua “saída”, a série retoma questões como a ameaça de Zoom e a presença de Wally West (Keiynan Lonsdale), e faz parecer que Patty foi apenas mais um caso na vida do Flash. Realmente, uma pena. Sim, o Barry já tinha seu destino traçado, mas Patty foi realmente significante em sua vida, merecendo um espaço maior na temporada.  Mas, ainda há esperanças para a personagem, tendo em vista que muita coisa irá mudar de agora em diante.


  Em um artigo publicado recentemente no NerdSpeaking, citei o fato de a série, no estágio em que se encontra, está precipitando demais as coisas. O que eu quis dizer? Que tudo está acontecendo de forma rápida e repentina, levando até o fim. As conseqüências se resumiriam em ideias esgotadas para a 3ª temporada. A respeito do novo ano do velocista, fica uma lacuna a ser preenchida, tendo em vista que as mudanças afetarão até mesmo a linha do tempo (SPOILER À VISTA). Quem viu o último episódio, sabe que Flash, lamentando a morte do seu pai Henry Allen (John Wesley Shipp) – que, por sua vez, foi assassinado por Zoom na frente de Barry (Alter-ego do Flash) – faz uma viagem no tempo, voltando ao dia em que sua mãe será assassinada pelo Flash Reverso, desta vez impedindo as ações do vilão. Se essa última jogada foi a melhor ou a pior de toda a série, nós só descobriremos em um provável Ano Três.  A relação entre Barry e Iris; A presença de Wally; A equipe do S.T.A.R. Labs, são coisas que serão afetadas diretamente, tendo lá sua mudança.

  As “vibrações” de Cisco Ramon (Carlos Valdez), a presença do Harrison Wells da Terra - 2 (Tom Canavagh) também agitaram os episódios. Cisco (Ou seria... Vibro?) desempenhou um grande papel nesta temporada, e a tendência é só expandir. Contudo, o personagem que mais aguardamos resultados é o Wally West. A introdução dele foi um processo lento, mas necessário, ganhando a maior importância perto do final. Com as novas mudanças, a presença do personagem pode ser fundamental para o andamento da série. Aí vai um palpite: Quem sabe se a hora de West assumir o manto do velocista está chegando?



  Portanto, fica aqui nossa expectativa para o futuro do universo compartilhado da DC na TV, já que essa pequena viagem no tempo irá certamente mudar o rumo de todas as coisas. Foi um ano com várias escorregadas no roteiro de The Flash, mas a apresentação de personagens cujas ações só permitem que seus papeis sejam expandidos fez com que a segunda temporada fosse especial. Agora, estaremos de olho, pois a mudança está vindo!


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