11/05/2016

Capitão América – Guerra Civil | Review - João Ferreira!



 Salve, salve! Muitos já tiveram a oportunidade de assistir ao terceiro filme do Super-soldado, que parecia mais com um filme dos Vingadores do que solo. A discussão sobre o filme será dividida em tópicos, cada um tratando de uma parte específica considerada importante para o desenvolvimento da história. Antes, gostaríamos de nos desculpar pelo atraso.


  Para os não familiarizados com o enredo, após os eventos de Age of Ultron, os governos de vários países analisaram as ações dos Vingadores, que salvam muitas vidas mas, têm um número considerável de perdas. Com isso, após mais um acidente envolvendo a Feiticeira Escalarte e Steve Rogers, é criado o Tratado de Sokovia, visando total supervisão dos heróis, o que leva o Homem de Ferro a se sentir o principal culpado por tudo isso, sendo um dos primeiros a assinar o tratado, algo que vai contra os ideais do Capitão América. Assim começa a Guerra Civil, um jogo que vai muito além do mero combate. Aqui vai nossa divisão de tópicos:

A construção do contexto

   O filme dos diretores Joe e Anthony Russo mostra firmeza no seu desenvolvimento. O que isso quer dizer? O ambiente é preparado de forma detalhada, mas sem se perder em aspectos desnecessários. Temos logo de cara o acidente que foi a gota d’água para que o Tratado de Sokovia tenha sido proposto, e logo em seguida o seu processo de aplicação. Isso permite que os membros dos Vingadores mostrem sua opinião, levando-os a assinar ou não a lei.
   O mais interessante disso tudo é que 147 minutos (o filme mais longo da Marvel) são suficientes para mostrar tramas paralelas além do ponto de vista do protagonista: o próprio Capitão América (Chris Evans). Além do ponto de vista de seu adversário Tony Stark (Robert Downey Jr.), temos a “jornada” do Soldado Invernal (Sebastian Stan), que é o grande motivo para o estouro da Guerra Civil; além de tramas paralelas como o dilema da Feiticeira Escalarte (Elizabeth Olsen) após o acidente que causou, sentindo-se culpada e sendo supervisionada com ordens de Stark. Tudo desenvolvido com muita cautela, sem mostrar falhas nesse aspecto.


A “Guerra Civil” em si

  Quando me refiro ao evento, não se trata apenas do combate corpo-a-corpo, mas também da ideologia do embate. A grande maioria dos acontecimentos do filme é bem diferente dos quadrinhos, mas isso não deixa de ser interessante. Certamente, era impossível adaptar um arco de HQs que durou um ano em apenas um filme. Não só pela duração, mas também pelo desenrolar da história. Vale ressaltar que praticamente todos os personagens do Universo Marvel estavam envolvidos no confronto, na história de Mark Millar. Com os direitos dos X-Men e do Quarteto Fantástico nas mãos da FOX, as chances de tamanho acordo eram muito remotas. Além da violência, algo que é marcante nos quadrinhos, com heróis se enfrentando brutalmente, um aspecto que o filme teve que aliviar, tendo em vista que é voltado para a família. 
  Agora sim, o embate. A Guerra Civil não ocorre por acaso, de fato. Existem tramas que levaram ao confronto dos times de heróis. O senso de liberdade de Steve Rogers não permite que ele assine o tratado, discordando com Tony Stark. É o momento que abro espaço para uma breve comparação com Batman V Superman, onde o mais interessante, além da batalha física, é o que levou ao seu acontecimento. Tudo é um puro jogo de manipulação, onde são todos vítimas, mesmo que concordem ou não com a proposta governamental. Mesmo não tendo aquele tom de perda e desilusão dos quadrinhos, o filme domina bem ao explorar um lado diferente da Guerra Civil.


  O pecado do filme

   Desde sua estréia, o filme tem sido aclamado mundialmente. Mas, nem tudo são flores, e sempre há um erro que não passa despercebido. Nos quadrinhos, o Homem de Ferro assume um certo posto de antagonista, graças aos seus métodos para “manter a ordem”. Já no filme, temos aqui a presença de um dos maiores inimigos do Capitão América: o Barão Zemo. O personagem é um grande vilão das HQs, sendo responsável por diversos acontecimentos que mudaram para sempre a vida de Steve Rogers. Sua adaptação para os cinemas, porém, não atendeu às expectativas.
   No filme, ele é apenas um ex-militar, e é aquele que provoca os eventos que contrapõem o Capitão América e o Homem de Ferro, espionando tudo das coxias. Suas ações lembram o mais recente Lex Luthor, de Jesse Eisenberg. A única diferença entre os dois é que Luthor consegue desenvolver bem esse papel de manipulador, enquanto Zemo tem ações que causam justamente o que ele queria: a divisão dos heróis, mas que não têm motivos exatamente claros. Sua motivação é como qualquer uma, não que seja dispensável, mas não necessária. Além de sofrer o processo de inferioridade ao longo da história, sua adaptação entra para a lista de adaptações de vilões da Marvel que deixaram muito a desejar, e não demorarão muito na memória dos fãs. Eis o ponto fraco da produtora: A falta de exploração do antagonista. O foco no desenvolvimento dos super-heróis é necessário, mas não se deve deixar de lado o papel detalhado que seus inimigos exercem.

Novas caras no Universo Cinematográfico da Marvel

  Quando anunciado que a Marvel e a Sony tinham feito um acordo que permitiria a participação do Homem-Aranha no filme, os fãs ficaram extremamente ansiosos. E a espera valeu a pena. Tom Holland interpreta o mais novo Peter Parker, que tem apenas 15 anos nessa versão, e combate o crime há apenas seis meses. Sua importância na trama não chega aos pés do seu papel nos quadrinhos da saga, mas também serve de alívio cômico e introdutório para o filme.
   Além do jovem Parker, outro personagem bastante aguardado é o Pantera Negra, ou simplesmente o príncipe de Wakanda, T’Challa (Chadwick Boseman). A figura tem uma história bem interessante nas HQs, e será futuramente bem explorada nas telonas. Sua apresentação é como todos queriam: um guerreiro que luta com honra, com a finalidade principal de proteger seu povo. Aliás, eis o motivo que o levou a participar de tal combate, estando ao lado do Homem de Ferro.



O que será do futuro da Marvel?

  O evento marca uma grande mudança no Universo Marvel dos Cinemas, definitivamente deixando sua marca. Não são só a eterna oposição de ideais entre os Heróis, mas também a exploração de novos acontecimentos que prometem movimentar ainda mais o universo. São várias questões, como a adição de novos personagens, a luta individual de cada um após o resultado da grande batalha, e também a passagem para a Guerra do Infinito, onde o aguardado adversário Thanos representa grande ameaça para a Terra. É um fato que os Vingadores certamente não conseguirão superar sozinhos, principalmente após os eventos desse filme. Tudo que acontece nessa história é decisivo para o futuro da Marvel.

O melhor filme da Marvel?

  O filme tem sido considerado por muitos fãs e críticos como o melhor da Marvel, algo que é bem questionável. Trata-se de uma das melhores ideias que a produtora levou aos cinemas, mas que merece comparação com outros filmes da cronologia, em diferentes aspectos. Quanto ao clima de suspense e tensão, o filme anterior Capitão América: Soldado Invernal se mostra um passo à frente. Já em questão de efeitos especiais, referências e “fan-services”, o filme se mostra um bom dominador nessas artes, sendo provavelmente o maior evento do Universo Cinematográfico da Marvel, até o presente momento. Quando digo isso, faço referência aos futuros obstáculos para a equipe, que certamente ”pegarão ainda mais pesado”.
   Portanto, o filme certamente trouxe consigo uma carga perfeita que marcou o coração dos fãs. Dizer que ele é o melhor da Marvel não é exagero, mas também não devem ser descartadas comparações com outros filmes que também são dignos do título. Todos os aplausos são poucos para o que a história merece, certamente, e agora resta-nos aguardar pelo que vem por aí.


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