09/11/2016

Doutor Estranho: Surpresa do Ano? - João F.


  Fala, meu povo! “Eu vim barganhar” (se liga na referência). Apesar do atraso, a crítica de Doutor Estranho, o novo filme da Marvel, está entregue. Foi um filme, acima de tudo, divertido, e mesmo com alguns erros, o longa consegue ser uma das maiores surpresas do ano – e não me refiro apenas aos espetaculares efeitos visuais.

     O personagem Doutor Stephen Strange surgiu por volta dos anos 1960 na Marvel Comics, sendo o Mago Supremo da Casa das Ideias. O novo filme do herói – não o primeiro, diga-se de passagem - é uma adaptação marcada pela criatividade que é marca registrada dos filmes da Marvel Studios, que utiliza seus recursos de sempre para ganhar mais público. Porém, chega uma hora que a fórmula fica sem utilidade, escassa. E esse foi o que algumas cenas do filme deixaram implícito – por mais incrível e criativas que sejam.


   O personagem título é um neurocirurgião arrogante que sofre um grave acidente de carro, que mesmo depois de recuperado, o deixa com grandes dificuldades para utilizar as mãos – recursos essenciais para a sua profissão. Sua busca por uma cura o leva a encontrar o “templo” da Anciã, onde acaba sendo treinado para controlar seu espírito e a desenvolver seus poderes místicos. Começa então a jornada que o levará a se tornar o Mago Supremo.

   Doutor Estranho é um filme que ao mesmo tempo se mostra mais independente da fórmula Marvel e também se mantém preso a ela, o que é notável em algumas cenas. Um exemplo são os momentos de confronto bem x mal, quando as coisas parecem ficar mais tensas, aparece o humor repentino o que não deixa de garantir boas risadas, mas ao mesmo tempo nos leva a questionar se um dia a Marvel irá abandonar temporariamente essa fórmula, ao menos no cinema. Pois bem, parece que isso nunca vai acontecer. De certa forma, se torna cansativo e até previsível, como se já sabemos mesmo nas cenas de luta que algo engraçado vai acontecer, o fato de saber que a piada vai aparecer a qualquer momento.  


     Quanto ao título da nossa review, você deve ter percebido a semelhança de efeitos visuais do filme de Scott Derickson com “A Origem” (lançado originalmente como Inception, em 2010). De fato, a referência é bem clara, e divertida. As cenas de luta no mundo espelhado são bem empolgantes, de certa forma lembrando o filme de Christopher Nolan. Até mesmo alguns diálogos carregados de criatividade do filme nos lembram algumas cenas da história estrelada por Leonardo DiCaprio. Falando em referência, está aí mais um filme cheio de easter-eggs, com citações que vão do Tribunal Vivo (que deve marcar presença no próximo filme dos Vingadores) às mais tradicionais menções aos heróis mais poderosos da Terra. É um filme que tem sua diferença em relação aos outros da Marvel, mas que também faz o fã da produtora sentir que está assistindo, de fato, a um filme da Casa das Ideias. Isso é algo que todo fã de super-heróis deve reconhecer, um “Inception” somado ao jeito Marvel de fazer cinema.


 Quanto as atuações, todo o elenco atinge a expectativa para seus personagens, com destaque para Bennedict Cumberbatch e Tilda Swinton, que interpretam respectivamente Stephen Strange e a Anciã, sua mentora. Enquanto o primeiro se mostra firme na pele de um homem que vai de um arrogante cirurgião a um dominador das artes místicas, – com humor e carisma de sobra – Swinton apresenta aqui um personagem cuja construção torna o contexto da história bem interessante. Em determinados momentos, é notória uma relação um tanto clichê entre mestre e discípulo (aplicando-se aos personagens de Swinton e Cumberbatch), com uma primeira recusa a treinar o aprendiz, mas depois que muda de ideia percebe o progresso avançado dele. Mas ainda assim a química entre os personagens – com a ajuda de Chiwetel Ejiofor como Karl Mordo – é um dos principais atrativos do filme, e isso fica claro nas cenas em que eles contracenam juntos. 

- Considerações Finais:

   Dessa forma, trata-se de um filme que tem seu tom próprio, mas ao mesmo tempo adotando frequentemente o estilo cômico e familiar da Marvel, sendo perceptível o fato de Doutor Estranho ser o longa da Casa das Ideias que mais se esforçou para se soltar da fórmula, mas que acabou não conseguindo totalmente. Isso não quer dizer que o resultado foi ruim, eu diria o contrário. É uma das maiores surpresas do ano, deixando pontas de onde partirão os próximos filmes da Marvel. 



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