15/06/2015

The ONE: A Cidade Perdida(Degustação) - Por Thiago M.



“Achei que estivéssemos errados. Nunca estivemos sozinhos nesse mundo. Olhamos para cima e para o futuro a fim de encontrarmos alguma... Resposta. Não sabíamos que bastava olhar para baixo e para o passado.” – Coronel Rowswood (The ONE)


Hey pessoas, beleza? Aqui é o Joe, e hoje eu venho divulgar uma vez mais um trabalho bastante interessante que se desenvolveu aqui, no NerdSpeaking! Se você nos acompanha a mais de um ano, você deve se lembrar do livro do Thiago Magno, que ficava disponível lá no 'Espaço Leitura', chamado "The ONE: A Cidade Perdida". Este trabalho concluído e agora o livro OFICIAL está a venda! \o/ Hoje vim fazer uma vez mais uma degustação do livro, liberando mais um curto pedaço de um capítulo para que vocês se interessem! Confiram!



...Em 21 de dezembro de 2072 ocorreu uma série de catástrofes naturais que destruíram cidades. Os religiosos conhecem esse dia como “O dia do apocalipse”, nós soldados conhecemos esse dia como “O dia do extermínio”. Metade da população morreu e mais gente vem morrendo até os dias de hoje. Tempestades de areia, tsunamis, terremotos, enchentes, tudo isso afundou cidades famosas como Dubai, Hong-Kong, Tóquio. Tudo virou areia ou água. Tem uma abertura na camada de ozônio bem acima da América, se sair de onze horas da manhã você quase frita. Trinta e oito graus Celsius é o mínimo que você pode encontrar no verão.
Acha que estamos ferrados? Adivinha? Estamos em guerra. Suprimentos, terra, sobrevivência, energia, estamos lutando por tudo isso. Tudo isso tá escasso.
Os habitantes da América estão refugiados na Bacia. É uma grande cratera que foi formada no centro da América do Norte. Uma bacia de gelo pra ser mais exato. “Gelo?”. Sim, gelo. Cientistas se uniram para proteger a humanidade e criaram o The Frost, uma máquina que se alimenta de energia nuclear sustentável para criar uma barreira de gelo sobre a Bacia, assim protegendo os habitantes.
Os suprimentos da Bacia estavam em setenta por cento, então cem esquadrões foram enviados ao redor do mundo, noventa e nove voltaram com sucesso, um deles não voltou de Hong-Kong, então fui encarregado de descobrir o seu paradeiro. E é aí que o relato começa.

Pousamos o Raven num prédio de pouso. O calor estava de matar como sempre. A cidade vista lá de cima parecia o deserto do Saara. Dunas e um vento morno cobriam as ruas. Ônibus e carros destruídos lá em baixo. Letreiros e coisas estranhas de Neon estavam pendurados e quebrados. Tudo num tom amarelo de areia.

– Não tem como você pousar lá em baixo? – Perguntei ao piloto.
– Não recebi ordens pra isso. – O filho da mãe respondeu.
Então liguei o rádio no alto falante.
– Cão de guarda para base dois, na escuta? Câmbio.
– Cão de Guarda, base dois na escuta. Aqui é o sargento Raposa três.
– Raposa três, permissão para pousar na estrada. Câmbio.
– Cão de guarda, permissão concedida.

O piloto me olhou com cara de desgosto.
Subi no Raven e pousamos lá em baixo. Quando eu desci, o piloto apenas me disse “Boa sorte” e botou o Raven a voo.
Agora era eu, minha cinco ponto sete automática e o deserto.
O rádio tocou.

– Aqui é Cão de guarda, na escuta. Câmbio.
– Cão de guarda, aqui é da base dois, comandante Host.
– Sim senhor, comandante Host. Cão de guarda totalmente na escuta.
Host foi o homem que havia me dado àquela missão.
– Eu sei que você deve lembrar muito bem, Cão de guarda, mas repetirei mesmo assim seu objetivo. Linha segura nove cinco ponto três.
– Sim senhor. Câmbio.
– Cão de guarda, você deve achar o esquadrão que foi enviado há um mês para essa cidade em busca de suprimentos, caso eles não tenham cumprido a missão ou estejam mortos você deve terminar. O ponto de extração fica no prédio de Kig Kay ao norte. Passe o rádio, e o Raven fará a extração.
– Entendido senhor. Cão de guarda prossegue. Câmbio.
– Boa sorte soldado. Base dois desligando.
No meu tecset havia o último sinal de comunicação do esquadrão. Foi daquele quarteirão que eu estava. Saí então de porta em porta gritando como um louco. Os equipamentos e quilos de roupas que um soldado deve usar estavam piorando o calor. O Chapéu ajudava a não fritar minha nuca. Eu estava suando tanto que se um Drughba me encontrasse ele iria me beber. Eu estava economizando água, mas não dava mais para aguentar, dei um gole então.
Mais uma porta. Trancada.
Espera. Essa foi à única porta trancada do quarteirão. Recuei e arrombei, então entrei. Arma em mãos, o lugar estava escuro e cheio de areia, minhas mãos suavam por baixo das luvas. Era um estabelecimento de trabalho, talvez um de atendimento telefônico nacional. Sala da recepção. Tudo escuro, então escutei um barulho que vinha do meu lado esquerdo. Fui verificar então. Andei lentamente até uma sala cuja porta estava meio aberta. Abri e levei um golpe muito bem feito de desarme e minha arma se virou contra mim. Fui arremessado no chão. Uma mulher estava em pé apontando a arma pra mim. Era um cadete do esquadrão que eu buscava. Cabelos verdes, morena, fardamento negro, e um corpo escultural. Estava coberta de sangue, só não sei se era dela.

– Espere, não atire! – Reagi.
Respirei e analisei a sala. Ela não estava sozinha, tinha mais um cara.
– Sou um soldado da CENU, e vim buscar por vocês. Soldado Santiago, ou se preferir Tommy.
– Código de ativação. – Ela pediu. Putz, ela era precavida.
– Cão de guarda, um, um, sete. Comando Base dois.
– Código da base dois! – Ela parecia um antivírus.
– “Meu cachorro não pode mascar chiclete”. Gostou? Já posso me levantar?
Ela sorriu. Ela era linda. Ajudou–me a levantar e devolveu a arma.
Na sala com ela estava mais um soldado, moreno com cabelos curtos e braços fortes. Perguntei a ela quem era. Ele olhava pra janela assustado.
– John Gabril, das forças especiais como nós. Só sobramos nós dois do esquadrão.
Ele olhava pra janela e rezava com um terço.
Os dois pareciam cansados.
– Qual é o seu nome? Conseguiram os suprimentos? – Perguntei a ela.
– Sou a cadete Dri Eiffel, e não, não conseguimos. – Ela respondeu.
– Por quê?
– Fomos atacados.
– Pelo que? Caranguejos? – Eu soltei uma risadinha.
Ela riu, mas breve me cortou.
– Sobreviventes.
– O que? – Me assustei. – Como?
– Eles montaram uma base aqui. Tem dúzia deles, e acham que estamos aqui para roubar suprimentos.
– Tecnicamente sim. – Eu disse.
– Perdemos nossos rádios e gastamos nossos suprimentos. Não temos nada.
– Eles estão nos caçando como coiotes – Disse o John, e a voz dele assustava. – Vamos morrer, assim como todos os outros que já estiveram aqui.
– Tentamos dialogar com eles, mas ficavam gritando. Jogamos uma flashbang e saímos correndo. – Informou Dri.
– Identificaram o comandante? – Perguntei.
– Como? Tem tudo a mesma cara! – Reclamou John – Pareciam gramados, eram muitos e eram parecidos.
Eu ri, então tive uma ideia para identificar o comandante.
– Qual era a formação dos que atacaram vocês?
– Qual das vezes? – Perguntou John.
– A primeira – Respondi.
– Vinte dois vezes doze frontal, quatro vezes um atrás.
– O comandante deve preferir proteção sobre um esquadrão de militares, deve ser esse “um” que estava atrás.
– E o que isso vai mudar? – Perguntou John – Não vamos atrás do comandante não é?
– Não. Verei agora.

Passei o rádio para a base. 

– Base dois aqui é Cão de guarda, relatório e pedido de objetivo.
– Base dois na escuta, cão de guarda. Aqui é o sargento Raposa, na escuta.
– Sargento Raposa, achei apenas dois membros do esquadrão Tântalus. – Parei e olhei para as identificações dos dois. – Verde dois e Rinoceronte três. Câmbio.
– Ótimo Cão de guarda. Estão com os suprimentos?
– Não senhor. Câmbio.
– Então prossiga com a missão deles, encontre os suprimentos e vá para o ponto de extração.
– Sargento Raposa, estamos sendo atacados pelos sobreviventes. Câmbio.
– Mate quem ficar no caminho. A prioridade é nossa população. Pegue os suprimentos e vão para o ponto de extração.
– Sim senhor, Cão de guarda desligando.
Um silêncio tomou a sala.
– Impossível. – Advertiu John.

Os dois estavam discutindo de como pegar os suprimentos que estavam no caminhão de transporte ao oeste dali. Eu não estava prestando atenção. Estava pensando em como os superiores não ligavam pra vida dos outros? Por que nós somos mais importantes que eles? Mas fazer o que? Sou um soldado, sou uma ferramenta, devo seguir ordens pelo bem do meu povo.

– O que achas, Tommy? – Dri me despertou de meus pensamentos.
– Oi? – Perguntei.
– Estávamos pensando em pegar os suprimentos do caminhão e dirigir até o ponto de extração, e fazer isso sem ser detectados. – Falou John.
– E por que não fizeram isso antes? – Perguntei.
– Me deixa ver... – John começou – Estávamos em dupla apenas, sem munição, sem suprimentos, famintos, e há poucas horas estávamos sendo seguidos por eles.
– Bom, na minha bolsa tem munição e suprimento para caso de encontrar vocês. – Eu avisei – Peguem o necessário e partiremos.
– Precisaremos de no mínimo um tecset para usar o sonar e identificar os inimigos, para passarmos sem ser detectados. – Disse Dri.
– Não se preocupe, eu tenho um.
Eu fui à janela e pensei: “Por qual razão eu não vi nenhum sobrevivente desde que cheguei?”. Eu pude ouvir Dri e John dizendo “Esse cara pode ser nossa salvação”.
Depois que eles comeram, beberam e recarregaram as armas, partimos.

Era hora da caça.


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Thiago Magno:  Desde de jovem o Thiago começou a escrever suas histórias em uma antiga máquina de escrever, guardada pelos seus pais. Desde então começou a criar várias histórias, ingressando no poderoso mundo da escrita. The ONE foi o seu primeiro livro, no qual passou três anos montando o universo. No NerdSpeaking, é o cara que escreve sobre games, HQs e livros, itens estes que já fazem parte de sua vida.
Habilidades e virtudes: - Nerd - Editor - Escritor - Livros - HQs - Ator - Games - História - Roteirista - Refri de Guaraná - Filmes de ação -


Game preferido: Assassin's Creed(saga)
Livro preferido: Os Heróis do Olimpo
Filme preferido: Batman: The Dark Knight
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